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Acolhimento clínico para quem busca compreender e transformar seu sofrimento.
Clínica da Palavra Blog de Eduardo


Enquanto ainda dá tempo
A lucidez possível diante do mundo que desaba Escrevo isso pra quem, mesmo desacreditado, ainda sente algo vibrar por dentro quando ouve palavras como “sentido”, “verdade” ou “futuro”. Não escrevo por esperança cega, nem pra semear pânico. Escrevo por dever. Um dever ético e existencial. Kant diria que a dignidade humana consiste em agir conforme aquilo que, se todos fizessem, o mundo seria mais habitável. Já a psicanálise me diz que a angústia, por mais insuportável que pare
villarom
5 de nov. de 20253 min de leitura


Você se sente autor das suas escolhas ou personagem de uma trama já escrita?
Determinismo, Cérebro e Inconsciente: O que Robert Sapolsky e Freud têm a dizer sobre o livre-arbítrio? Você já se pegou pensando se realmente escolhe as suas decisões? Ou se, no fundo, elas já estavam "escritas" de alguma forma? Essa é uma das questões mais antigas da filosofia, e hoje, a ciência nos dá novas pistas para desvendar esse mistério. O neurocientista Robert Sapolsky e o pai da psicanálise, Sigmund Freud, são dois grandes nomes que, de maneiras diferentes, nos for
villarom
5 de nov. de 20253 min de leitura


A Noite Sempre Chega: quando a sobrevivência pede a máscara do psicopata
Uma leitura psicanalítica do thriller da Netflix com Vanessa Kirby Este ensaio nasceu da experiência angustiante de assistir A Noite Sempre Chega e de precisar elaborar, com algum distanciamento, o impacto provocado pela protagonista. A princípio, sua frieza poderia levar a uma leitura moralizante, classificando-a simplesmente como “psicopata”. No entanto, esse caminho seria reducionista e pouco fértil. O exercício aqui proposto é justamente o oposto: suspender o julgamento e
villarom
5 de nov. de 20254 min de leitura


A Guerra das Palavras: um ensaio psicanalítico sobre a retórica pública e o imaginário do crime
Há conflitos que não se travam nas vielas, mas na alma coletiva. Antes do primeiro tiro, existe sempre uma palavra. E, para quem se interessa pela interseção entre sociedade e psicanálise, é impossível ignorar que o Brasil convive com uma batalha silenciosa pelo controle das narrativas que cercam o crime organizado. Nesse terreno simbólico, Estado, mídia e facções disputam não apenas versões, mas o imaginário que sustenta o medo e a sensação de poder. A fabricação do mito Do
villarom
5 de nov. de 20253 min de leitura


Gypsy: Quando a Terapeuta é a Próxima Paciente. Uma Análise Psicanalítica.
Como psicanalista, frequentemente me pego observando narrativas populares em busca de um retrato fiel dos recessos da psique humana. Raramente encontro uma representação tão rica e perturbadora quanto a oferecida pela série Gypsy da Netflix. Mais do que um thriller, a série é um estudo de caso cinematográfico sobre a dissolução dos limites do eu, um mergulho profundo no abismo que se abre quando a persona profissional colapsa sob o peso dos desejos inconscientes. A premissa é
villarom
5 de nov. de 20253 min de leitura


Beau Tem Medo: o horror do amor que não liberta
“A neurose é o preço que pagamos por amor.” (parafraseando Freud) Há filmes que não se assistem. Eles nos invadem. Beau Tem Medo, de Ari Aster, é um desses mergulhos em que o espectador se perde. Mais do que um suspense, é uma jornada psíquica, uma experiência em que o medo não é um tema, mas uma estrutura. O medo de existir. O medo de desejar. O medo de ser amado demais. Ari Aster constrói um universo inteiramente freudiano. O filme é o mapa do inconsciente de um homem apris
villarom
5 de nov. de 20254 min de leitura


André Green: O Pensamento Vivo e o Trabalho do Negativo
“Pensar é transformar a ausência em presença.” — André Green Poucos psicanalistas do século XX ocuparam um lugar tão singular e fecundo quanto André Green (1927-2012). Médico, psiquiatra e psicanalista francês, discípulo de Jacques Lacan e posteriormente um de seus críticos mais lúcidos, Green construiu uma obra essencial para compreender a clínica contemporânea, especialmente diante das novas formas de sofrimento psíquico marcadas pelo vazio, pela ausência e pela falha na re
villarom
5 de nov. de 20254 min de leitura


“A Dócil”, de Dostoiévski: quando o silêncio diz tudo.
Narrativas masculinas, silêncios femininos: o que A Dócil ainda nos diz hoje. Um pequeno e despretensioso ensaio sobre o conto "A Dócil”, de Dostoiévsk. Dostoiévski nunca nos deixa sair ilesos. Seus personagens não se contentam em viver eles nos atravessam, nos ferem, nos obrigam a olhar para dentro. Em A Dócil (1876), um conto curto e avassalador, o autor russo nos apresenta uma tragédia doméstica contada de forma inquietante: a história de uma jovem esposa que se mata, lanç
villarom
10 de jul. de 20252 min de leitura
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